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03/08/2016 | Temer copia Dilma e manda lacaio vender campo da Petrobrás 80% abaixo do valor

Imita Dilma e entrega campo de petróleo do pré-sal para estatal norueguesa Statoil

A entrega do campo petrolífero de Carcará, no pré-sal, a uma empresa estatal norueguesa (os entreguistas não têm nada contra empresas estatais, contanto que elas sejam estrangeiras – ou seja, contanto que a estatal não seja brasileira e não seja a Petrobrás) é o maior crime contra a propriedade do povo brasileiro, desde que Dilma entregou parte do campo de Libra, o maior do mundo, também no pré-sal, para a Shell e a Total.

Nesta página, o leitor poderá conhecer a opinião de uma autoridade no assunto, o professor Ildo Sauer, entrevistado por um de nossos redatores-especiais. Poderá, também, ler o ponto de vista da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) – e continuaremos a publicar, nas próximas edições, novos materiais.

Carcará é uma área descoberta pela Petrobrás – e estava sob o regime de concessão, pois fora licitada antes da Lei do Pré-sal. Estava ainda em fase de exploração (ou seja, não havia passado para a fase de extração de petróleo). As estimativas sobre Carcará variam entre 700 milhões a 1,3 bilhão de barris de petróleo. Assim, com 1 bilhão de barris, a quantia de US$ 2,5 bilhão, pela qual a Petrobrás foi obrigada a ceder Carcará, equivale a um preço de US$ 2,5 (dois dólares e meio) por barril de petróleo.

Um preço tão ínfimo que, como ressaltou o professor Sauer, é inferior até mesmo ao preço que a União estabeleceu para a Cessão Onerosa, pela qual a Petrobrás pagou os direitos de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural, nos campos de Franco, Florim, Nordeste de Tupi, Sul de Tupi, Sul de Guará, Entorno de Iara e Peroba, em seu processo de capitalização no governo Lula.

Ou seja, 80% abaixo até mesmo desse valor da Cessão Onerosa, que a União estabeleceu em níveis baixos porque o objetivo, na época, era capitalizar a Petrobrás. O lacaio que vendeu por US$ 2,5 (dois dólares e meio) o barril de petróleo de Carcará é um certo Pedro Pullen Parente, que os leitores mais antigos do HP já conhecem há muito. Nada revela mais o caráter do governo Temer – inclusive seu continuísmo em relação ao governo Dilma – que a nomeação de Pedro Parente para a presidência da Petrobrás.

Parente, aliás, é o responsável pela primeira notoriedade nacional de Dilma, devido aos seus babosos e repetidos elogios à senhora Rousseff, na época do apagão de Fernando Henrique, quando ela era secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul.

A carreira de Parente é daquelas de fazer o falecido Bob Fields, hoje dando coices no Inferno, ter inveja: funcionário do Banco do Brasil, e, depois, do Banco Central, Collor o nomeou presidente do Serpro e titular da Secretaria de Planejamento do Ministério da Economia – cuja função era preparar a proposta de Orçamento para ser enviada ao Congresso. Além disso, ficou encarregado das relações com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Logo em seguida, se tornou "consultor" do FMI – daí, se tornou secretário executivo do Ministério da Fazenda no governo Fernando Henrique, onde tocou a federalização da dívida dos Estados, que conduziu ao estrangulamento destes, além das privatizações tucanas e da famigerada Lei de Irresponsabilidade Social, aliás, "Lei de Responsabilidade Fiscal".

Promovido por Fernando Henrique a ministro da Casa Civil, foi nomeado para o Conselho de Administração da Petrobrás – e, no ano seguinte, 2002, presidente do Conselho.

Como lembrou Fernando Siqueira, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), nessa época, Parente operou a venda de 36% dos ativos da Petrobrás na bolsa de Nova York: "essas ações valiam US$ 150 bilhões, mas elas foram vendidas por US$ 5 bilhões".

Siqueira frisa que a troca de ativos com a Repsol, realizada por Parente, deu um prejuízo de US$ 2 bilhões à Petrobrás.

Parente também foi o mentor da compra da Perez Companc (Pecom) pela Petrobrás, em 2002, negociata que já apareceu em duas delações premiadas da Operação Lava Jato. Segundo Nestor Cerveró, houve US$ 100 milhões em propinas para tucanos – e para o grupo de Carlos Menem, ex-presidente da Argentina.

Pedro Parente também foi o idealizador (?) da negociata com Eike Batista, em torno da Usina TermoCeará. Sucintamente:

"Em março de 2002, Parente, então presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, esteve à frente do acordo assinado com a MPX, empresa de Eike Batista, para a implantação da Usina TermoCeará, com garantia de um preço mínimo de energia de R$ 148,68 (equivalente a US$ 58,67) por um período de cinco anos. Pelo acordo, a MPX receberia pelo menos US$ 334 milhões e se tornaria proprietária da usina (...).

"Durante a vigência do contrato, caso a receita da Termoceará não atingisse US$ 5 milhões mensais, a Petrobrás deveria efetuar pagamento de contribuição de contingência para garantir essa receita mínima.

Depois da saída de Parente do Conselho de Administração da Petrobrás e com a posse da nova direitoria, "por proposta do então diretor de Gás e Energia, Ildo Sauer, a Petrobrás promoveu um processo de arbitragem chegando-se a um acordo, quando já haviam sido pagos US$ 122 milhões em contribuições de contingência. A Petrobrás pagou ainda US$ 127 milhões pela Usina. Portanto, a Petrobrás pagou US$ 249 milhões à MPX. A proposta de Sauer reduziu o prejuízo da empresa" (cf. HP 22/06/2016).

Deve haver mais nesse inventário de infâmias, porém, ficamos, por ora, aqui, acrescentando que Parente é réu, em ação do Sindipetro do Rio Grande do Sul, devido ao rombo do caso Repsol.

Depois de sair do governo, Parente foi vice-presidente da Rede Brasil Sul e presidente, no Brasil, da Bunge - hoje uma das principais multinacionais norte-americanas da área agrícola.

Esse foi o sujeito que Temer nomeou para a presidência da Petrobrás.

Sua política é a de privatizar e desnacionalizar a Petrobrás – isto é, a BR Distribuidora, a frota de petroleiros, os gasodutos, e, como em Carcará, os campos petrolíferos do pré-sal.

A questão é: o que é uma companhia petrolífera sem uma subsidiária de distribuição de derivados, sem petroleiros, sem gasodutos e sem reservas petrolíferas - ou com reservas petrolíferas reduzidas ao mínimo?

A dívida da Petrobrás, como diz o professor Ildo Sauer, não tem nada de extraordinária – é uma questão que se resolve com o crescimento da empresa e do país.

Mas é evidente que essa malta, tipo Pedro Parente, que se sente melhor como criadagem da casta financeira dos EUA que como brasileira, está fazendo o que pode para tornar essa dívida um tormento para a Petrobrás, com a liquidação de ativos dos mais valiosos.

Fonte: Jornal Hora do Povo

 

 

 
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