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24/08/2016 | Para Abimaq, juro alto do BC é o principal entrave à produção

Entidade pede redução da taxa de juros para que fique compatível com investimentos produtivos

“O maior concorrente da indústria hoje é o Banco Central”, afirma o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, observando que a taxa básica de juros (Selic), estabelecida pela autoridade monetária, é o principal entrave para os investimentos produtivos.

De acordo com Velloso, a indústria tem de disputar recursos com o sistema financeiro, remunerado a 14,25% ao ano, sem ter de gastar um dispêndio com um parafuso sequer. A Abimaq reivindica redução da taxa de juros, para que fique compatível com os investimentos produtivos.

Juros altos implicam em câmbio distorcido, isto é, sobrevalorizado. Essa é uma questão que a entidade considera crucial para a aplicação de uma política industrial, com competitividade também no mercado externo, com um patamar dólar adequado, segundo o novo presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan.

O setor de bens de capital é um dos mais atingidos pela política estúpida de juros altos. De janeiro a junho, a receita líquida total somou R$ 33,060 bilhões, uma queda de 29,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a Abimaq, “As incertezas políticas combinadas com a política econômica recessiva, onde o custo do capital é incompatível com o retorno dos investimentos, têm inviabilizado qualquer decisão de investimento no país. O comportamento das vendas, até junho, indica uma provável queda, da ordem de dois dígitos, em 2016 sobre 2015”.

Ainda segundo a entidade, “A apreciação do Real ocorrida em 2016 anulou, praticamente, todos os ganhos de competitividade dos produtos nacionais”.

Enquanto isso, a balança comercial do setor apresentou um rombo, nesse período, de US$ 4,407 bilhões (US$ 3,991 bilhões exportações menos US$ 8,399 bilhões).

“No ano, o setor inverteu a curva e registrou crescimento, em valores, de 1,1% em relação ao 1º semestre de 2015. Em quantidade, o crescimento chegou a 10,4% no período. Há dúvidas se o atual câmbio, inferior a R$ 3,4 por dólar, permitirá a manutenção desta tendência”, ressalta a Abimaq.

De acordo com a entidade, “o setor fabricante de máquinas e equipamentos encerrou o semestre com uma carteira de pedidos equivalente a 2,6 meses de trabalho, uma redução de 6,3% sobre o mês de junho de 2015. E reduziu em 2,9% (jan-jun) o uso médio da sua capacidade instalada ao passar de 68,3% em 2015 para 66,6% em 2016”.

As estimativas de Marchesan, em um cenário otimista para o setor, são de uma queda de 7,5% no faturamento das empresas este ano.

Fonte: Valdo Albuquerque/Jornal Hora do Povo

 

 
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