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13/12/2016 | Padilha e Moreira Franco eram os prepostos de Temer que abasteciam PMDB da Câmara

"O núcleo político do PMDB na Câmara dos Deputados é historicamente liderado por Michel Temer, atual presidente da República", diz o diretor Melo Filho, da Odebrecht, em seu depoimento. "Esse grupo é capitaneado por três nomes: Michel Temer, Eliseu Padilha (atual ministro-chefe da Casa Civil) e Moreira Franco (ministro de Estado do atual governo). A pessoa mais destacada desse grupo para falar com agentes privados e centralizar as arrecadações financeiras é Eliseu Padilha. Ele atua como verdadeiro preposto de Michel Temer e deixa claro que muitas vezes fala em seu nome".

"Tanto Moreira Franco como Eliseu Padilha, contudo, valem-se enormemente da relação de representação/preposição que possuem de Michel Temer, o que confere peso aos pedidos formulados por eles, pois se sabe que o pleito solicitado em contrapartida será atendido também por Michel Temer".

Quando a Operação Lava Jato começou a devassar a ação da Odebrecht contra a Petrobrás, diz Melo Filho, "lembro-me de que, no segundo semestre de 2015, tomei um café da manhã no Hotel Royal Tulip com Eliseu Padilha, a seu pedido. Padilha queria que eu transmitisse uma palavra de solidariedade em nome dele em razão do problema vivido pela empresa e por Marcelo Odebrecht.

"Sempre soube que Eliseu Padilha representava a figura política de Michel Temer. Tive isso presente durante as tratativas e pleitos de interesse da Odebrecht. Foi ele o representante escolhido por Michel Temer – fato que demonstrava a confiança entre os dois – que recebeu e endereçou os pagamentos realizados a pretexto de campanha solicitados por Michel Temer. Este fato deixa claro seu peso político, principalmente quando observado pela ótica do valor do pagamento realizado, na ordem de R$ 4 milhões. Isso se confirmou na campanha de 2014, já que ele ‘coordenou’ parte da arrecadação das contribuições de campanha que o PMDB recebeu naquele ano da Odebrecht".

Quanto a Moreira Franco, "há uma interação orquestrada entre ele e Eliseu Padilha para captação de recursos para o seu grupo do PMDB, pois Moreira Franco me solicitou um apoio de contribuição financeira, mas transferiu a responsabilidade pelo recebimento do apoio financeiro para Eliseu Padilha".

Melo Filho expõe uma série de assuntos que tratou com Padilha e com Moreira Franco. Com o primeiro, os tratos foram desde o aeroporto de Goiânia e a energia para a Braskem, braço petroquímico da Odebtrecht, até a candidatura de Geddel Vieira Lima ao governo da Bahia e até mesmo a contratação do escritório de advocacia que Padilha mantém em Porto Alegre, pela Odebrecht ("esse escritório, inclusive, foi o local de entrega de pagamento a título de contribuição").

Com Moreira Franco, o "Angorá" das planilhas de propinas, Melo Filho tratou sempre de assuntos sobre as privatizações de aeroportos.

"O núcleo político do PMDB na Câmara dos Deputados é historicamente liderado por Michel Temer, atual presidente da República", diz o diretor Melo Filho, da Odebrecht, em seu depoimento. "Esse grupo é capitaneado por três nomes: Michel Temer, Eliseu Padilha (atual ministro-chefe da Casa Civil) e Moreira Franco (ministro de Estado do atual governo). A pessoa mais destacada desse grupo para falar com agentes privados e centralizar as arrecadações financeiras é Eliseu Padilha. Ele atua como verdadeiro preposto de Michel Temer e deixa claro que muitas vezes fala em seu nome".

"Tanto Moreira Franco como Eliseu Padilha, contudo, valem-se enormemente da relação de representação/preposição que possuem de Michel Temer, o que confere peso aos pedidos formulados por eles, pois se sabe que o pleito solicitado em contrapartida será atendido também por Michel Temer".

Quando a Operação Lava Jato começou a devassar a ação da Odebrecht contra a Petrobrás, diz Melo Filho, "lembro-me de que, no segundo semestre de 2015, tomei um café da manhã no Hotel Royal Tulip com Eliseu Padilha, a seu pedido. Padilha queria que eu transmitisse uma palavra de solidariedade em nome dele em razão do problema vivido pela empresa e por Marcelo Odebrecht.

"Sempre soube que Eliseu Padilha representava a figura política de Michel Temer. Tive isso presente durante as tratativas e pleitos de interesse da Odebrecht. Foi ele o representante escolhido por Michel Temer – fato que demonstrava a confiança entre os dois – que recebeu e endereçou os pagamentos realizados a pretexto de campanha solicitados por Michel Temer. Este fato deixa claro seu peso político, principalmente quando observado pela ótica do valor do pagamento realizado, na ordem de R$ 4 milhões. Isso se confirmou na campanha de 2014, já que ele ‘coordenou’ parte da arrecadação das contribuições de campanha que o PMDB recebeu naquele ano da Odebrecht".

Quanto a Moreira Franco, "há uma interação orquestrada entre ele e Eliseu Padilha para captação de recursos para o seu grupo do PMDB, pois Moreira Franco me solicitou um apoio de contribuição financeira, mas transferiu a responsabilidade pelo recebimento do apoio financeiro para Eliseu Padilha".

Melo Filho expõe uma série de assuntos que tratou com Padilha e com Moreira Franco. Com o primeiro, os tratos foram desde o aeroporto de Goiânia e a energia para a Braskem, braço petroquímico da Odebtrecht, até a candidatura de Geddel Vieira Lima ao governo da Bahia e até mesmo a contratação do escritório de advocacia que Padilha mantém em Porto Alegre, pela Odebrecht ("esse escritório, inclusive, foi o local de entrega de pagamento a título de contribuição").

Com Moreira Franco, o "Angorá" das planilhas de propinas, Melo Filho tratou sempre de assuntos sobre as privatizações de aeroportos.

Fonte: Jornal Hora do Povo/Carlos Lopes

 

 
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