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13/12/2016 | Renan recebia pixuleco através de Jucá

O ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, revelou detalhes de como a propina da construtora era repassada a senadores. Em troca do dinheiro, a empresa era beneficiada em renovações de contratos e legislação que favoreceram w interesses.

Ele contou que, no caso do PMDB, o senador Romero Jucá (RR), que recebeu o codinome Caju, era o principal interlocutor da empresa no Senado. O senador tinha o papel de receber e distribuir o dinheiro para o grupo do PMDB na casa, composto também pelos senadores Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira, conhecidos como Justiça e Índio, respectivamente.

"O senador Renan Calheiros, embora algumas vezes interagisse diretamente comigo, como detalho no Anexo 2.3, atuava, em regra, sob a representação do senador Romero Jucá, delegando a ele a tarefa de negociar, em seu nome, os repasses financeiros decorrentes de auxílios legislativos. Em 2010, como consta da planilha entregue pela minha empresa ao Ministério Público, ocorreu uma contribuição financeira a Renan Calheiros", declarou.

O ex-diretor destacou que este era ow"núcleo dominante", que atuavam diretamente para aprovar projetos e medidas provisórias que beneficiassem a Odebrecht. Cláudio Melo Filho listou pelo menos 11 medidas provisórias (MPs) e três projetos de lei defendidos pelo núcleo do PMDB no Senado. Os textos tratam de redução de impostos para construtoras, incentivos e desonerações para a indústria petroquímica, entre outros.

"O pagamento que o senador Romero Jucá solicitou foi aprovado por Carlos Souza, que autorizou junto a área de operações estruturadas, conforme e-mail datado de 27 de abril de 2012. Esse pagamento foi feito em contrapartida ao decisivo apoio dado pelo senador Romero Jucá durante o trâmite do PRS 72/2010. Acredito que o valor total desses pagamentos seja da ordem de R$ 4.000.000,00, embora não me recorde com precisão. Esses pagamentos, segundo me foi dito por Romero Jucá, não seriam apenas para ele, mas também, como já havia ocorrido em outras oportunidades, para Renan Calheiros", relatou.

O ex-diretor da Odebrecht também afirmou que, ao longo dos anos, os pagamentos a Jucá somam cerca de R$ 22 milhões. Renan recebeu R$ 6 milhões entre 2010 e 2014.

Melo Filho citou pagamentos da empreiteira ao senador Aécio Neves (PSDB/MG), identificado no sistema interno de pagamentos indevidos como "Mineirinho". Ele menciona ainda os senadores Ciro Nogueira (PP/PI) e José Agripino (Dem/RN).

O ex-senador Gim Argello (PTB/DF), que está preso, também aparece nos depoimentos.

Fonte: Jornal Hora do Povo

 

 
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