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18/01/2017 | Para Ciro, conchavo PT-Temer na Câmara é uma traição imoral

Ciro Gomes vê PT esganado por 
‘carguinho’ na Câmara e Senado

Para o ex-ministro, apoios dos petistas a nomes ligados a Temer nas eleições para presidir as duas Casas legislativas é “inacreditável” e “seria nada menos do que TRAIÇÃO!”

Declarou o ex-governador Ciro Ferreira Gomes, que o apoio do PT aos candidatos de Temer à presidência da Câmara e do Senado, significa que "perderam completamente a noção de País, de Nação e de interesse público. Trocar o restinho de respeitabilidade por um carguinho e suas mordomias seria nada menos do que TRAIÇÃO!" (as maiúsculas da última palavra são do próprio Ciro, no texto que publicou em sua página do Facebook).

O apoio aos candidatos de Temer, em troca de alguns cargos, tem o apoio de Lula – se não é que, como na eleição passada, de Rodrigo Maia (Dem-RJ), ele não é o autor da ideia genial. Pela desinibição – isto é, falta de vergonha - de outros petistas, é até provável.

Na terça-feira pela manhã, quando fechamos esta edição, deputados federais do PT anunciavam que, na reunião da bancada marcada para o mesmo dia, discutiriam o apoio a Jovair Arantes (PTB-GO) e a Rodrigo Maia (Dem-RJ) para a presidência da Câmara.

Tanto Maia quanto Arantes, na segunda-feira, acenaram aos seus futuros eleitores que se empenharão em barrar a Operação Lava Jato, através da aprovação do projeto contra um suposto "abuso de autoridade" e pela manutenção das adulterações, feitas na Câmara, na lei anti-corrupção de iniciativa popular. Talvez seja isso, até mais que os cargos, que entusiasma o PT a apoiar os candidatos de Temer.

Quanto à reunião do Diretório Nacional petista, marcada para o dia 19, quinta-feira, segundo o líder do PT, Carlos Zarattini (SP), que esteve presente no lançamento da candidatura do deputado Jovair Arantes, ela não discutirá a questão, apesar de vários membros da legenda solicitarem um posicionamento da direção – e até mesmo o fechamento da questão, apesar do voto ser secreto para a mesa da Câmara.

Segundo o deputado José Guimarães (PT-CE), ex-líder do governo Dilma, "a grande dificuldade da conjuntura no momento é a reinserção do PT no seu habitat social".

Só falta o deputado esclarecer qual é o "habitat social" do PT e quem foi que tirou o PT desse "habitat".

Mas a frase de Guimarães, no estilo Rolando Lero, é apenas para fugir ao julgamento popular. Só isso. Porque predomina, em verdade, a posição expressa por uma filo-petista que teve um alto cargo no governo do PT: "a escolha será entre o realismo político e soberba". Realismo político é apoiar os candidatos de Temer e levar uns cargos. "Soberba" é recusar-se a ser comprado ou não oferecer a si próprio para venda. Esse é o critério político, ideológico e moral dessa gente.

Nenhum petista, dos que se pronunciaram antes da reunião da bancada de deputados, falou em discutir – pelo menos discutir - o apoio à candidatura do deputado André Figueiredo (PDT-CE).

Sobre a candidatura de André Figueiredo, disse Ciro: "é preciso lutar. Tem uma piada que ensina sobre isso. Diz que o cidadão ia todo dia ao santo pedir para ganhar na loteria. E um dia o santo reclamou: ‘Rapaz, pelo menos, joga, né?’. Então, precisamos criar alternativas. E o André teve a coragem. É um cara limpo, decente, respeitado".

Realmente, o apoio a Rodrigo Maia - capanga de Temer quanto ao congelamento de gastos públicos com as necessidades do povo, ou às tentativas de acabar com a Previdência pública e com a legislação trabalhista - ou ao step de Maia, Jovair Arantes, relator do impeachment de Dilma, somente demonstra o quanto é falsa toda a viscosa retórica do "golpe". Na hora dos cargos, vale votar no relator do impeachment de sua imaculada (Deus!) presidenta.

A adesão do PT, na eleição das mesas da Câmara e do Senado, à base de Temer – uma tralha reacionária, sem escrúpulos e estúpida, como poucas vezes houve na história do país, se é que alguma vez houve – mostra que não foi por acidente que os petistas, duas vezes, colocaram Temer na vice-presidência da República, e seus asseclas em alguns dos principais cargos do governo. Temer et caterva e a cúpula do PT são muito parecidos. Aliás, a julgar pelo assalto à Petrobrás e outras aventuras petistas, nada se pode esperar de essencialmente diferente dos últimos.

Por isso, não nos espanta que, como disse Ciro, "o PT troque um compromisso com o País, com a decência, com a democracia, com o enfrentamento ao golpe e aos golpistas, por um carguinho, uma sinecura; por meia dúzia de quinquilharias do poder".

Esse "compromisso com o país, com a decência, com a democracia, com o enfrentamento ao golpe e aos golpistas" não existe há muito. Nem o golpe, que sempre foi, como disse Vladimir Palmeira, uma "narrativa", uma "versão que tenta se sobrepor aos fatos".

Por isso, "trocar o compromisso com o futuro por meia dúzia de carguinhos irrelevantes na burocracia da Câmara e do Senado" - nas palavras de Ciro – é a lógica de quem não tem compromisso com o futuro porque não tem futuro.

Sobre o apoio do PT à candidatura de Eunício Oliveira (PMDB-CE) para a presidência do Senado, disse Ciro que "se quiserem eleger para o Senado uma figura dessa daí, a gente está só dizendo: atenção Brasil, o Senado continua dominado por uma maioria de ladrões, salafrários, corruptos, que vai continuar levando o País para essa novela escandalosa".

O ex-governador do Ceará lembrou que Eunício – assim como seu antecessor, Renan Calheiros – está implicado na Operação Lava Jato.

"Se não houver alternativa, vai dar nisso daí mesmo: nesse pragmatismo irresponsável, nessa pusilâmine corrupção fisiológica, que domina o País", afirmou Ciro.

"Eu espero que a Operação Lava Jato cumpra o seu papel histórico. Pode ser um papel histórico, se ela representar o fim da impunidade como grande prêmio tanto para o baronato da política como para o baronato dos ricos. Se ela for isso, terá feito história", disse Ciro.

Fonte: Hora do Povo/Carlos Lopes

 

 

 
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