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06/05/2017 | Tirem as patas da CLT e Previdência, dizem a Temer e Congresso 50 milhões em greve

Maior greve geral do país repudia o governo Temer

Levante dos trabalhadores contra a destruição da Previdência e dos direitos trabalhistas aponta para o fim do desgoverno

No dia 28 de abril, 50 milhões de trabalhadores pararam no Brasil, contra o ataque à Previdência e aos direitos trabalhistas.

Tirando os 14,2 milhões de desempregados e os 10,3 milhões que vivem de trabalhos ocasionais – que, evidentemente, não podem fazer greve por falta de emprego -, além dos 8,7 milhões de trabalhadores do campo, onde a realização da greve (e sua verificação) é mais difícil, o número dos que entraram em greve na sexta-feira foi 78,56% dos 63 milhões e 647 mil trabalhadores urbanos que têm algum vínculo regular de emprego, com ou sem carteira assinada.

Isso inclui os trabalhadores industriais, entre eles os da construção civil, os funcionários públicos, a maior parte dos empregados domésticos e a maior parte dos trabalhadores "por conta própria" que não são (ou não estão) subempregados. Todos os nossos cálculos e avaliações têm como base a PNAD Contínua, que o IBGE publicou no próprio dia da greve.

REPÚDIO

Por qualquer ângulo que se analise - até pelas ruas e espaços vazios, em capitais e cidades do interior, como se dizia antigamente, do Oiapoque ao Chuí - a greve de sexta-feira foi a maior greve geral da História do Brasil. Nenhuma mobilizou tantos trabalhadores. Nenhuma teve o apoio de uma parcela tão grande da força de trabalho ocupada.

Na greve geral de 1986, houve 25 milhões de grevistas – o que era 40% dos que tinham emprego.

Na de 1989, pararam 35 milhões de trabalhadores – 56% dos empregados regularmente.

Agora, houve 50 milhões de trabalhadores em greve, 78,56% dos que têm algum trabalho urbano regular.

Jamais houve um repúdio tão grande à política de um governo – exatamente porque nunca um governo teve uma política tão estupidamente contra o povo, contra o trabalho e contra os mais elementares direitos da população brasileira, conquistados há quase 100 anos, desde que a Revolução de 30 começou a sua obra de construção nacional.

Temer, Meirelles & quadrilha conseguiram ser mais odiados pelo povo do que Collor, Fernando Henrique e até do que Dilma – talvez, até mais que o nefando Campos Salles, que saiu do palácio debaixo de pedradas, no longínquo ano de 1902.

É verdade que a maioria das tentativas temeristas de estuprar os direitos trabalhistas e previdenciários do povo são continuações do estelionato eleitoral de Dilma – ou de intenções anunciadas pelo governo do PT, que colocou Temer onde está, no vale-tudo indecente para se perpetuar no poder, não importa quem fosse o "aliado", não importa qual fosse o roubo a cometer, não importa qual a medida anti-popular para favorecer os senhores da banca.

Porém, é Temer e Meirelles que, depois de Dilma, saíram do esgoto reacionário, anti-nacional e anti-democrático - e deixaram o esgoto destampado, para que algum desavisado se afunde nele, política e eleitoralmente. Os ataques à Previdência e à CLT são as marcas registradas desse governo, que o identificam, para o povo, como um governo de bandidos.

Daí, o apoio – a integração dos trabalhadores na greve de sexta-feira – foi tão grande que, desde aquele dia, alguns elementos se dedicam, na TV, a dizer que a greve não existiu (?!). Mas só conseguem apontar um setor – um único setor – que funcionou: os aeroportos. Isso foi dito, foi repetido e continua sendo redito e outra vez repetido, o que apenas mostra que eles não conseguem nada, além dos aeroportos, para dizer que não houve greve.

Por quê?

Obviamente, porque os outros setores – todos ou quase todos – estavam parados na sexta-feira. Aquelas damas e cavalheiros da TV sabem que seria uma desmoralização (e uma provável perda de audiência, coisa que os irmãos Marinho, por exemplo, não perdoariam) se apontassem como não existente a greve, em algum setor, ou lugar, onde houve greve. Assim, para fugir desse risco – aliás, bem real - ficaram nos aeroportos, continuam nos aeroportos e não saíram dos aeroportos.

Esperemos que, em breve, embarquem para Miami...

Porém, na terça-feira, quando fechamos esta edição, eles haviam completado cinco dias de ladainha inútil. Talvez, com mais alguns dias, eles se convençam de que aquilo que existiu, não existiu.

Nós não temos necessidade de provar o contrário – porque todos os nossos leitores, e, de resto, todos os brasileiros, viram e sentiram o que ocorreu. Por isso nos limitamos a expor alguns números, para quantificar o que houve no conjunto do país. Mas, se houvesse necessidade de provar que a greve existiu, o estado de nervos desses elementos, tão ciosos de puxar o saco dos seus donos, seria a melhor prova – desde o ministro da Carne Fraca, Osmar Serraglio, até aqueles exóticos apresentadores de TV, passando por "economistas" doidos por ganhar uns capilés dos bancos e outros valhacoutos.

Não é à toa que patifes mais escolados preferiram outra abordagem. Por exemplo, o sr. Merval Pereira escreveu que "a greve foi um sucesso do ponto de vista de paralisar a vida normal do país".

Ou seja, a greve parou o país – o que, aliás, era o seu objetivo.

O problema, diz Merval, e aí vai a patifaria, foi o "vandalismo".

Como o vandalismo, na sexta-feira, foi aquele promovido por Alckmin, Pezão, Hartung e Perillo, ao jogarem a polícia contra manifestantes pacíficos – fora São Paulo, Rio, Espírito Santo e Goiás, não houve violência – até pareceria que o chá com bolinhos da Academia está higienizando o cérebro do Merval.

No entanto, isso é otimismo demasiado. Merval acha que "vandalismo" é a existência de piquetes grevistas – como se alguma vez houvesse greve sem a existência de piquetes.

A cantilena contra os piquetes é a favorita de quem é contra o direito de greve, pois os piquetes são parte de qualquer greve. Por isso, todo reacionário empedernido e visceral, desde o ano 1.152 A.C. - quando os trabalhadores das necrópoles egípcias paralisaram suas atividades até que o governo de Ramsés III aumentasse seus salários - sempre se diz contra os piquetes, mas a favor do direito de greve, como se este não implicasse, precisamente, no direito de organizar piquetes para realizar a greve.

PACÍFICA

Mas houve outros ainda menos inteligentes que o imortal (cáspite!) da Globo. Na terça, ainda alguns repetiam que as manifestações foram pequenas.

Como se a principal manifestação, durante uma greve geral, não fosse, precisamente, fazer greve, ou seja, não ir trabalhar.

Evidentemente, as manifestações de rua são acessórias, apesar de importantes. Uma greve se mede pelos que fazem greve – e não pelos que, além de fazer greve, ainda vão a manifestações de rua.

Mesmo assim, as manifestações de rua – sobretudo considerando o tamanho da greve geral, inclusive a adesão dos trabalhadores em transportes, que enfrentaram as ameaças e pressões com uma serenidade e firmeza notáveis - foram grandes, algumas vezes inesperadamente grandes.

A greve geral da sexta-feira foi pacífica – exceto onde alguns fascistinhas de meia-tigela ordenaram à polícia que atacasse o povo.

No entanto, até quando essa canalha governista abusará da nossa paciência?

Fonte: Hora do Povo/Carlos Lopes

 

 

 
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