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19/05/2017 | Okamoto e Vaccari na agenda de Léo Pinheiro

Entre os documentos entregues por Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, ao juiz Sérgio Moro no último dia 15, o mais interessante é uma agenda - provavelmente de um "Iphone". Trata-se de uma daquelas listas de encontros, típicas em certos meios, onde todo mundo é tratado por "doutor" ou "DR".

O nome que mais aparece, entre todos, é o do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto. Há 18 anotações com o nome de Okamoto e, provavelmente, 17 encontros (um deles parece ter sido adiado para o dia seguinte - aparentemente, há dupla anotação sobre o mesmo encontro).

O outro nome que aparece com frequência, nessa agenda de Pinheiro, é o de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, ex-presidente da Bancoop, depois assumida pela OAS, hoje na penitenciária de Curitiba.

Existe, na agenda, um encontro com Okamoto em 2010, no dia 9 de agosto, dois encontros em 2011 (em 25/01 e 26/10), oito encontros em 2012 (em 19/02, 23/03, 25/04, 30/05, 27/07, 25/09, 01/11 e 27/11) e sete, talvez oito, encontros em 2013 (em 21/01, 23/02, 18/03, 16/04, 29/08, 05/11, além de anotações nos dias 21-22 e 22-23, que parecem referir-se ao mesmo encontro).

Quanto a Vaccari, há dois encontros em 2010 (17/03 e 13/09), um em 2012 (14/02), três encontros em 2013 (15/04, 24/05 e 26/07) e seis em 2013 (08/05, 09-10/06, 07/07, 09/08, 25/08 e 05/09).

Estes são encontros com o presidente da OAS. Não incluem contatos com outros funcionários.

Os locais e eventos também são interessantes. Por exemplo, no dia 14/02/2012 a anotação é "JANTAR DR. VACCARI + DR. ARTUR" e o local é "Rio".

Os encontros com Okamoto, com exceção do primeiro, que foi no Hotel Renaissance, em São Paulo, e do quarto - que foi no bar do Hotel Tivoli Mofarrej, também em São Paulo - foram no Instituto Lula.

Com Vaccari, além de dois encontros na sede do PT em Brasília, o cenário era mais variado, passando por alguns hotéis paulistanos (Tivoli, Sofitel, Hyatt).

Vaccari, por falar nisso, parecia despertar entusiasmo entre os executivos da OAS.

Por exemplo, no dia 15/04/2013, o presidente da OAS enviou uma mensagem de celular a alguns funcionários:

"Estou com JV na próxima segunda (22/04) no Bassi às 20 hs. Eu/Telmo/Carmine".

O Bassi é uma churrascaria de São Paulo.

Segue a resposta do diretor-superintendente da OAS Empreendimentos, Carmine De Siervi:

"OK!!!!".

Na agenda de Pinheiro, aparecem outros nomes, hoje lastimavelmente conhecidos. Por exemplo, no dia 31/11/2011 aparece, com um destaque que evidencia a importância que o dono da agenda concedia ao evento: "CASAMENTO DA FILHA DE DR RENATO DE SOUZA DUQUE", com o endereço do casamento religioso e da festa também em maiúsculas.

Além de Vaccari, Okamoto e Duque, estão nos papéis de Leo Pinheiro outras figuras.

Somente uma amostra: os encontros do presidente da OAS abrangem, por exemplo, o deputado Rodrigo Maia (Dem/RJ), o marketeiro Valdemir Garreta - ex-sócio do presidente do PT, Rui Falcão, na FX Comunicação Global -, o ministro (então de Dilma) Moreira Franco (PMDB/RJ), o ex-governador Jaques Wagner (PT/BA), o deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP), o então deputado (e líder do governo Dilma) Cândido Vaccarezza (PT/SP), o senador Lindhberg Farias (PT/RJ), o ex-ministro José Dirceu, o então ministro da Previdência do governo Dilma, Carlos Gabas, o deputado Celso Russomanno (PRB/SP), o deputado José Mentor (PT/SP), o ex-prefeito Cesar Maia (Dem/RJ) e o neoliberal, da linha tresloucada, Bernardo Appy - que, durante o governo Lula, foi Secretário Executivo, Secretário de Política Econômica e Secretário Extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais do Ministério da Fazenda.

Existem, também, pessoas identificadas por "presidente", "Edinho" e "PB".

Fonte: Hora do Povo/Carlos Lopes

 

 
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