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14/06/2017 | Trabalhadores nas ruas dizem “Não” às ‘reformas’ de Temer

3 mil trabalhadores fizeram manifestação em Praia Grande contra ataques a direitos 

Mais de 3 mil trabalhadores saíram em manifestação nas ruas de Praia Grande, na segunda-feira, contra as ameaças do governo Temer às aposentadorias e aos direitos trabalhistas, previstas nas “reformas” que tramitam no Congresso Nacional. A manifestação ocorreu após a abertura do 8º Congresso da Força Sindical, que acontece até quarta-feira, 14.

Aos gritos de “fora Temer”, os trabalhadores condenaram qualquer tentativa de retirada de direitos trabalhistas. “Já estamos deixando bem claro, o povo já deixou claro: Quem votar contra o trabalhador não volta para o Congresso. Não votem essa reforma. Não acabem com a aposentadoria dos trabalhadores e com os nossos direitos”, exigiram os dirigentes sindicais no caminhão de som, durante o percurso da manifestação.

Miguel Torres, presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos) e vice da Força, destacou a força da unidade nas lutas de resistência contra as reformas que tiram direitos da classe trabalhadora e defendeu a retomada do desenvolvimento. “Vamos, com a força da unidade nas lutas, continuar a defesa da retomada do desenvolvimento econômico do País, com geração de emprego, trabalho decente e respeito às conquistas históricas da classe trabalhadora”, conclamou.

A manifestação dos trabalhadores se soma a uma série de ações do conjunto do movimento sindical para barrar as “reformas” do governo. Uma greve geral está sendo marcada para o próximo dia 30 de junho e já está mobilizando diversas categorias em todo o país. Em São Paulo, por exemplo, os metroviários estão chamando assembleia geral para votar a greve no próximo dia 22: “Nossa categoria teve participação decisiva na realização do Dia Nacional de Mobilização e Paralisações (15/3) e na Greve Geral (28/4). Também marcamos presença no Ocupa Brasília em 24/5. Foram todas mobilizações fortes mas as Reformas da Previdência e Trabalhista ainda não foram derrubadas. Ao contrário, continuam avançando. Por isso, as Centrais Sindicais marcaram para 30/6 uma nova Greve Geral contra as Reformas e por Fora Temer. Na assembleia vamos discutir nossa participação. Várias atividades já estão marcadas para conseguirmos mais uma mobilização vitoriosa. Em todas elas também consta a luta contra a privatização da Linha 5-Lilás e terceirização das bilheterias”, denuncia o Sindicato dos Metroviários de SP.

Também os petroleiros já aprovaram o indicativo de greve para o dia 30: “Mais uma vez realizar uma grande e histórica greve geral para exigir o fim do governo Temer e enterrar definitivamente qualquer proposta de reforma que jogue nas costas dos trabalhadores o ônus de arcar com uma política que protege empresários, banqueiros, latifundiários e especuladores. Esta é a expectativa das centrais sindicais que estão convocando trabalhadores e trabalhadoras para nova greve geral no dia 30.

O calendário de lutas de preparação para a grande manifestação do povo brasileiro inclui um ‘esquenta’, no dia 20 de junho, com atos e paralisações, criação de comitês de mobilização, produção de um jornal unificado e assembleias nos locais do trabalho até o dia 23”, destaca a Federação Nacional dos Petroleiros. 

Ministro é vaiado no Congresso da Força 

Durante a plenária de abertura do 8º Congresso Nacional da Força Sindical, os trabalhadores vaiaram o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que subiu ao palco a convite do presidente da central, Paulo Pereira, o Paulinho da Força.

Os trabalhos corriam tranquilamente durante o ato, até que o ministro foi anunciado e os trabalhadores vaiaram, e em seguida emendaram o coro de “Fora Temer”.

Frente à reação dos trabalhadores, Paulinho da Força tomou a palavra e defendeu o ministro, que segundo ele é “um aliado nosso dentro do governo”. O presidente da entidade chegou a defender que o ministro era uma representação dentro do governo Temer, “um governo impopular, que está tirando direitos dos trabalhadores. E vocês recebem com vaias? Que porra é essa?”, disse tentando enquadrar os presentes.

Já o ministro, Ronaldo Nogueira, aparentemente mais em sintonia com os delegados do congresso, afirmou: “Eu compreendo vossa indignação. Vocês têm razão”, disse.

Fonte: Jornal Hora do Povo

 

 
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