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15/10/2018 | Agora é unir 67% dos brasileiros para votar contra Bolsonaro e sua ditadura

“Conhecemos o caminho maldito: rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério.” (Muito bem! Palmas.)

“A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram.” (Muito bem! Palmas prolongadas.)

(ULYSSES GUIMARÃES)

No primeiro turno das eleições para presidente da República, no último domingo, Jair Bolsonaro, do PSL, teve 33% dos votos do eleitorado (49.226.376).

No segundo turno, seu adversário será Fernando Haddad, do PT, que teve 21% dos votos no primeiro turno (31.190.620).

Os outros candidatos tiveram 26.398.379 votos (18% do eleitorado).

A abstenção foi de 20,32% (29.862.169 eleitores).

Os votos nulos foram 7.188.946 (4,89%) e os votos em branco, 3.102.962 (2,11%).

No eleitorado total do Brasil (147.306.295 eleitores), 67% não votaram em Bolsonaro – e é evidente que não votaram porque são contra o que Bolsonaro propõe ou representa.

Muitos – 27% dos eleitores, mais de 40 milhões de votos, se somarmos as abstenções, os votos nulos e os votos em branco – não encontraram uma alternativa que os entusiasmasse a sufragar um nome para presidente.

Nesses, o mais significativo foi, precisamente, que preferiram não votar em algum candidato do que votar em Bolsonaro.

Devido a uma deformação da lei eleitoral, são considerados, para efeito de eleição, apenas os votos válidos – isto é, os votos dados a algum candidato ou a alguma legenda.

Daí, as percentagens infladas – ou inflacionadas – que aparecem em algumas divulgações de resultados, repetindo o relatório do Tribunal Superior Eleitoral.

No entanto, é evidente que as abstenções, votos nulos e em branco são opções do eleitor. Por que elas seriam menos “válidas” do que outras?

No segundo turno, é verdade que o programa – o programa real – dos dois candidatos é, no fundamental, assemelhado: “ajuste fiscal”, ataque aos direitos previdenciários dos trabalhadores, nenhuma intenção de aumentar substancialmente o valor real dos salários (a começar pelo salário mínimo), nenhuma firmeza – pelo contrário – na defesa do interesse nacional (resumidamente: defesa de um Estado Nacional, das riquezas nacionais, de uma indústria nacional e de uma cultura nacional).

Não será a iniciativa nem de um nem de outro que poderá tirar o país da crise em que se encontra.

No entanto, há uma diferença – e uma diferença importante, no caso das atuais eleições, até mesmo decisiva: Bolsonaro não tem nenhum pejo (exceto por ocasional demagogia eleitoral) em pregar que o regime ideal para o Brasil é uma ditadura militar.

Para que ele quer essa ditadura?

Também não é um segredo que o objetivo dessa ditadura seria manter e aumentar o mais brutal arrocho salarial, retirar direitos do povo e submeter o Brasil, mais ainda do que hoje, ao jugo dos cartéis e monopólios financeiros estrangeiros, sobretudo norte-americanos.

Nosso país, entretanto, evidentemente contra a vontade do povo, já passou por essa experiência – que durou 21 anos, levando nossa economia à mais grave crise até então, ao terrorismo de governo, à quase completa falta de instituições democráticas, com um esquema de abafamento dos escândalos de corrupção, que acabou por tratar como “subversivos” aqueles que denunciavam essa corrupção.

Fernando Haddad, apesar de seu programa – mais uma vez, frisamos: seu programa real – não tirar o país da crise, não prega uma ditadura, nem pretende que o país volte no tempo mais de 30 anos.

Sob esse aspecto político, a candidatura de Haddad significa continuar no quadro institucional atual. Ainda que ideias de uma fantasmagórica nova Constituinte tenham sido formuladas, o que as caracteriza é, precisamente, a fantasia, ainda que seja uma fantasia de má qualidade.

O mesmo não se pode dizer de Bolsonaro. Em apenas 45 dias de campanha, conseguiram sair do esgoto de sua campanha desde a intenção de acabar com o 13º salário e com o adicional de férias, até o achaque aos mais pobres, via impostos, para aliviar ainda mais os ricos, e a privatização de todas as estatais, inclusive a Petrobrás.

Além disso, é evidente que os avanços de um país não são apenas função do governo, mas da luta do povo, que pode ter reflexo mais, ou menos, acentuado no governo, na política estatal e nas leis.

Desse ponto de vista, é, evidentemente, mais favorável travar essa luta sob um regime democrático (ainda que seja um regime democrático com imperfeições e restrições que a própria luta do povo terá que enfrentar) do que sob uma ditadura.

Sobretudo quando o modelo de Bolsonaro & cia., declaradamente, é o governo Médici – e não há inibição quanto a considerar a tortura e assassinato de gente indefesa, já presa, como atos de heroísmo.

Entretanto, a maioria do eleitorado não votou em Bolsonaro.

Pelo contrário, ele foi rejeitado por 67% dos eleitores.

São esses, agora, que é preciso unir contra Bolsonaro e sua ditadura.

C.L.

 

 

 
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