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15/10/2018 | ‚ÄúVou me somar aos que lutam contra o retrocesso pol√≠tico‚ÄĚ, diz Jo√£o Goulart

João Goulart Filho, candidato a presidente do Partido Pátria Livre (PPL), afirmou, neste domingo, após comparecer à sua seção de votação, em Brasília, que “enquanto houver desigualdade social, enquanto o Brasil for saqueado por bancos e cartéis estrangeiros”, o povo poderá contar com ele. “Nós estaremos juntos nessa luta”, disse.

Ele criticou a falta de democracia dessas eleições, mas lembrou que Getúlio e seus companheiros, entre eles Brizola e seu pai, também enfrentaram eleições desiguais e anti-democráticas. “Mas, o programa deles, mais cedo ou mais tarde, tornou-se a redenção do Brasil”. “O nosso programa atual contra o domínio do sistema financeiro, pelo fortalecimento do salário mínimo e em defesa de nossas riquezas e empresas estratégicas, todos nós sabemos, é o caminho que tornará o Brasil a grande nação que sonhamos”, destacou.

João Goulart reafirmou que segue na luta contra o retrocesso político e que se somará a todos os brasileiros que gostam do Brasil e aos 67% dos eleitores que não apoiaram Bolsonaro nas eleições, para impedir que a nossa democracia seja atacada. O resultado do pleito mostrou que, do total de 147 milhões de eleitores, Bolsonaro obteve apenas 33% dos votos.

“Como eu disse diante do túmulo de meu pai, ao visitá-lo na quinta-feira, em São Borja: o fim de uma jornada é apenas o começo de outra”, completou o presidenciável. Ele informou que o PPL decidirá nesta terça-feira (09) qual a posição oficial vai adotar no segundo turno das eleições. Em vídeo, ele agradeceu o apoio e o carinho recebidos durante a campanha e deu um “até breve”.

Leia a íntegra da nota divulgada nesta terça-feira por João Goulart Filho

Quero neste momento pós-eleitoral, dirigir-me aos trabalhadores brasileiros, as mulheres, aos estudantes, às minorias de nosso povo a grande honra que foi minha candidatura em nome do Partido Pátria Livre, que com muita disposição propõe o resgate de uma nação solidária, mais humana, mais distributiva e justa, que Jango, meu pai, tanto sonhou para o Brasil até sua morte ainda no exílio e que a ditadura quis e quer continuar a esconder.

Diante da realidade emergida das urnas, não poderia me omitir diante do grande risco que corre a nossa nação neste segundo turno das eleições nacionais que elegerá o próximo presidente do país.

Eu que cresci no exílio, alfabetizei-me no exílio, casei no exílio e onde sequer me foi permitido ter meu primeiro filho dentro do território de minha Pátria, tenho a obrigação de repudiar as ditaduras, a brasileira especificamente, que ceifou a vida de meu pai e levou o povo brasileiro ao silêncio, a opressão do autoritarismo, as torturas, os desaparecimentos de combatentes que se insurgiram contra o totalitarismo e sufocaram nossa população por 21 anos de submissão aos coturnos, prepotência e domínio da força dos tanques e fuzis.

Saio da eleição de cabeça erguida, pois, apesar de uma campanha extremamente anti-democrática, onde não pudemos estar nos debates, não tivemos acesso à mídia, e quase sem orçamento para divulgação e translado em um país continental como o nosso, propusemos ao Brasil o melhor programa registrado no TSE entre todas as outras candidaturas.

Contra a ditadura, a opressão, ao ódio às minorias, ao homofobismo, ao direito dos povos autóctones, ao racismo e tantas outras propostas fascistas do candidato Bolsonaro, um herdeiro golpista disfarçado de candidato dos militares, venho me colocar ao lado das forças populares, da união nacional pelos direitos humanos, pela resistência a todo tipo de violência e opressão que possam centralmente cair mais uma vez, como a grande noite negra de 21 anos produzidos pelo o golpe de 1964 e que enterrou o sonho do projeto de Nação, das reformas de base.

O meu partido difere em muitos pontos do programa do PT, que disputará com o filhote da ditadura o segundo turno, mas nossas diferenças jamais serão maiores que o risco de uma nova ditadura, nem maiores que a liberdade de nosso povo.

Sabemos como as ditaduras começam, nunca sabemos quando terminam. Estamos prontos para caminhar juntos. Por isso, apesar de nossas diferenças, eu voto em Haddad para derrotar Bolsonaro.

 

 
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